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Chefe do taekwondo corre o risco de ser afastado por fraude em estatuto
28/4/2015  by FETRON

Dias após anunciar Anderson Silva nas seletivas olímpicas, presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, perde em segunda instância processo no TJ do Rio de Janeiro Por Leonardo Filipo Rio de Janeiro FACEBOOK TWITTER Menos de uma semana depois de anunciar Anderson Silva nas seletivas olímpicas da modalidade que comanda, o presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), Carlos Fernandes, corre o risco de ser afastado do cargo por fraude no estatuto da entidade. A decisão, em segunda instância, foi publicada nesta segunda-feira pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O dirigente terá cinco dias para recorrer em último recurso no processo movido pela Federação de Taekwondo de Minas Gerais, que foi desfiliada junto às entidades de São Paulo e de Rondônia. Em caso de derrota, a eleição e o estatuto serão anulados e as federações estaduais serão novamente filiadas à confederação. Carlos Fernandes comandou a entidade como interventor entre 2010 e 2013, quando foi eleito presidente da entidade. Ele é acusado de desfiliar as federações sem o aval do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da modalidade. Um novo STJD foi montado para aprovar o estatuto. Também pesa contra o dirigente a aprovação de licitações de empresas sem condições técnicas e desvio de dinheiro público, entre outras irregularidades. Coletiva de Anderson Silva no Rio (Foto: Cezar Louzeiro / Agência O Globo) Carlos Fernandes ao lado de Anderson Silva (Foto: Cezar Louzeiro / Agência O Globo) Ao mudar o estatuto da CBTKD em assembleia, Fernandes permitiu que somente brasileiros natos pudessem se candidatar à eleição, barrando a pretensão do presidente da Federação Paulista, o coreano Yeo Jun Kim. Em 2013, as denúncias foram levadas ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), que anunciou uma comissão independente para apurar as possíveis irregularidades. Duas semanas depois, o COB alegou que as investigações não seriam cabíveis e desistiu de criar a comissão. O principal autor das denúncias é o ex-vice-presidente da Federação Mineira, mestre Marcelino Barros. Anderson Silva - taekwondo (Foto: Reprodução/Facebook) Carlos Fernandes e Anderson Silva (Foto: Reprodução/Facebook) - No processo, o desembargador cita que basta olhar os e-mails dos advogados e dos executivos da confederação para ver que eles tramavam a fraude no estatuto. O COB diz que se foi aprovado em assembleia passa a valer para eles. Mas o que foi feito, proibir coreanos a concorrer a um cargo, é inconstitucional. Houve negligência do COB - disse Marcelino. Carlos Fernandes também responde a um processo na Polícia Federal, que o investiga na Operação Contragolpe. Uma empresa de distribuição de bebidas e alimentos teria vendido material esportivo à confederação por um preço acima do mercado. A compra teria sido feita com uma verba de R$ 3 milhões provinientes do Ministério do Esporte. Por causa do imbróglio, atletas de Minas Gerais precisaram mudar de federação para tentar a vaga para os Jogos. Marcelino também lamenta a inclusão de Anderson Silva no processo das seletivas olímpicas do taekwondo. Para ele, a vinda do ex-campeão do MMA serve para tentar esconder as questões administrativas da confederação, e em vez de credibilidade demonstrou falta de planejamento. - Estamos a um ano e meio da Olimpíada e aparece um rapaz com 40 anos querendo disputar uma Olimpíada com garotos de no máximo 29 anos, no auge fisiológico. O Anderson está queimando o filme mais uma vez. Ele foi pego no doping, que talvez possa enterrar a sua carreira. E vem para o taekwondo não se por qual motivo. Vejo com muita tristeza esse momento.